Cultura do consumo"Fast Food"

Vivemos hoje em dia relações associadas às tendências que são ditas, seja pela moda, pelo youtuber, redes sociais, televisão, entre outros. Parece que estamos sempre a ponto de vivenciarmos nossas vidas como se fosse sempre um grande espetáculo.

Quando temos sempre que aparecer ser ou ter uma vida para ser atraente aos olhos dos outros, que são o "público" - que tanto podem adorar quanto odiar na mesma proporção. O aparecer acaba ganhando uma proporção na vida das pessoas, que podem se sentir aceitas ou não diante das respostas desse público.

Esse forjar acaba por nos empobrecer, porque nunca entramos em contato com nossos sentimentos de verdade, ou seja, nos encontramos poucas vezes com nossa própria essência, aquilo que nos faz humanos.

Mesmo com tanto aparato tecnológico que nos permite acessos quase que ilimitados, nos trouxe também uma abundância de escolhas, nas quais são inviáveis de realizá-las por completo.

A pessoa que segue essas tendências sem entender suas próprias particularidades acaba alimentando um lado essencialmente narcisista, onde o outro existe para atender minhas expectativas.

A depressão vem aumentando cada vez mais diante dessa cultura que enaltece o narcisismo e o espetáculo. As pessoas se sentem angustiadas, fragilizadas e desamparadas.

Atualmente, as pessoas sentem uma sensação de liberdade, mas é uma liberdade sem limites, que sofre carência de referenciais sólidos. É uma liberdade às custas da insegurança.

O ideal de felicidade eterna e de todas as possibilidades de prazer concretiza-se na insegurança, pois nada é garantido, nem definitivo na vida. As dúvidas são constantes, e com elas o medo de não ter estrutura que consiga dar conta de tudo.

Assim, para se acalmar, as pessoas vão se enchendo de conquistas "fast food", a forma de se relacionar com as pessoas e com o mundo é para garantir o prazer imediato, logo se tornam descartáveis facilmente, pois as relações funcionam numa dinâmica que também compreende limites, frustrações e tolerância de todas as partes.

Assim é a vida, ela não é rígida e eterna. Ela tem suas nuances, seus altos e baixos e uma hora chega ao seu limite também.

O consumo em excesso, independente do objeto do consumo, funciona para saciar o desejo imediato de ser feliz e elimina outras possibilidades de encontros futuros e de outras realizações mais valiosas no futuro.

Hoje vivemos a idéia de que não devemos sofrer, já que temos disponíveis uma série de consumos e prazeres imediatos, que no fundo, nunca irá substituir nenhum afeto.

Saber o que quer requer tempo, como tudo na vida. Tudo precisa de um tempo de germinação, de crescer e de amadurecer.

O reconhecimento e aceitação do outro só é possível quando reconhecemos e aceitamos nossa própria essência, com tudo incluso - nos acertos e também nas falhas.

A Psicologia promove o bem estar mental através de um olhar voltado para si. Por isso, é importante buscar o profissional de Psicologia para cuidar do bem-estar mental, assim como as pessoas fazem quando vão ao médico, porque precisam se cuidar.

Diante desse cenário, é muito importante salientar que muitas doenças físicas também advém de conflitos psicológicos e por isso a Psicologia se faz tão necessária para a resinificação de valores a partir da própria história das pessoas.


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